segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Todo poeta é um fingidor

Tendo a pensar que anteriormente escrevia melhor, hoje leio mais, interpreto mais, mas não tenho a desenvoltura do passado.
Quando tenho contato com um texto esplendido me pergunto se um dia poderia escrever em um nível razoável.
Existem textos,frases, pessoas geniais, gostaria de ser uma dessas pessoas, apenas pelo fato de poder transmitir uma ideia por meio da escrita.É um ato formidável conseguir que leitores tenham reações variadas que pensem, se identifique com as personagens ou até mesmo com o autor.
Como diz Fernando pessoa "Todo poeta é um fingidor", mesmo que seja faz alguém também ser, o ser humano quer acreditar, acredita de tal maneira que se torna a mentira, é um paradoxo de me dá nos nervos.
Quando comecei a escrever foi na intenção de me mostrar boa ou competente em algo, as vezes em meus poemas nego a sexualidade, tento ser dualista mas não tenho esse resultado, apenas sai um amontoado de versos disconectos  que tentam transmitir angustia, pesar ou apenas amor em escrever.
Não me tornarei nenhum Machado de Assis mas posso dizer que tentei desde sempre escrever, vou continuar tentando mesmo que no passado quando havia mais coerência, paixão e sentido.
Escrevia pela dor de um sofrimento dramático e criado por mim,por problemas fúteis que me fizeram crescer e esquecer a beleza da melancolia, escrevo quando estou triste, pra me sentir novamente bem, ajuda.
É complicado fazer as mesmas perguntas para as mesmas pessoas, mesmo sabendo que elas não tem as resposta, mais complicado ainda quando se fala sozinho, perguntas serão sempre perguntas sem respostas.

Conceda liberdade



No papel branco escrevo
talvez escravo de sentimentos ancestrais.
tais sentimentos
Fazem a essência de minha alma
a transforma em humana.
Presa a um fio invisível 
O corpo é seu carcere 
Alma que espera no Branco 
se Libertar .